29 de maio de 2017

Chamamento

me bati umas horas pra encontrar a etimologia da tal palavra de título. cha ma men to tinha um irresistível e próprio cha-ma-men-to (assim com hífen mesmo, ritmado) pra si.
chama, injúria, convocação, fogo. 
e mento... talvez algo a ver com mente, mentos, sei lá, parece.
acontece que o tal por si, como eu mesma me interrompi, visualmente já entrava-se em si. de algum modo visual da palavra.
não havia qualquer indício contrário em todas minhas práticas oraculares. oráculo me lembra olhos. me sinto meio aficcionada por esse signo - e não "aficionada", ela soa estranha escrita assim.
na mania de me interromper, atropelei processos de visão e contemplação (dessa quietude) interior, ao modo que sou incapaz de conduzir um texto sem embaralhar e descontinuar ideias de modo ordenado e coerente, porém conhecendo e sentindo o significado de cada palavra, de forma intuitiva.

insights tarológicos provaram que a auto-explicação contínua dos fatos aplicam-se diretamente à mim em todas suas complexidades de virtudes e des-sortes, traçando uma elipse de respostas e novos questionamentos que, não mais que obviamente, são cíclicos. e a grande necessidade que temos é de traduzi-los do campo das ideias pouco acessadas ou inconscientes, nos utilizando da forma que nossa construção social conseguiu prover as portas de acesso para essa projeção da nossa subjetividade e contato com um - possível - cosmo astral e grande benevolente.

e esse mesmo oráculo me alertou que nada adianta a divagação e empolgação efêmera por ter conseguido chegar a essa concepção de realidade, porque necessariamente para se chegar a algum lugar, o caminho existe.

lembrete: de onde as coisas surgem.