8 de outubro de 2015

Transversal


Naquele sonho,

meu céu profundo tinha um centauro, o bicho com arco apontado e olho mirado à distância, tramando uma cilada em meio burburinho de pessoas chapadas.

Do dado dia ouvi de uma velha conhecida, que seus encantos viriam pra desgraçada total, e que naquela lua jamais me caberia. Ora essa, se eu não sabia?

Frieza gelada já de águas passadas, como peixe de aquário fugido do janeiro lá de Varsóvia. 
Ai que tristeza, nossa graça fazia na timidez de (seus) olhos constrangidos.

Quem sabe eu brinco de ficar um pouco mais. Esperando a hora de tesar selvagem criatura já adestrada por insentimentos tão duros.

Como que entendo nosso papo transversal
Que não é de sexo,
Mas fala no ouvido?