22 de abril de 2015

Quando eu vejo a cidade poética


Quando eu vejo a cidade poética
É a calçada e o negro no horizonte da noite corrida
A janela aberta com maresia encrustada de vento varrido
A garota de cabelos curtos e o cara barbudo se entreolhando de lado
O carro acelerado e ouvidos vazios de cantos bonitos
Silêncio ficava enquanto eu só via amor em forma de brisa
Só lembrava do olhar e o que a moça dizia
"Olha pra mim, meu bem, e lembra desse dia comigo"