30 de julho de 2014

Não é mais

       Sem muitos enfeites fui capaz de assimilar e compreender toda complexidade do meu ser. Reli algumas coisas que escrevi desde o início de toda Aporia.
Não tão inesperadamente, a empatia foi muito difícil de acontecer com a dor assolada que aquela anima transmitia. Eram pedaços irreconhecíveis de mim mesma, que se eu futucasse um pouco, conseguia apalpar novamente todo aquele pesar altamente calculado em joguinhos de palavras.

       Mas não é mais. Não. Nenhum texto é completamente triste, são manifestos de consciência em meio àquele sofrimento fugaz e tão ingênuo, de quem só é capaz de se doar inteiramente por quem não é capaz de afetar-se. Este é um resumo, sem rodeios.

E sobre coisas boas eu não sei escrever. E isso não pode ser mais.

29 de julho de 2014

Eu peço a minha dor

Tudo o que procuro é a dor e inquietação do ser. Essa que é o fuçar pelo que dói, e o que dói me enfada pelo o que acalma. Disso nada tiro. O tiro num barril de cólera. Que pro gargalo imploro a dor que dantes me eviscerara de pretéritos preteridos, àquela que com a ponta da faca sangrou a carne sob minhas unhas.
Eu sempre tomo gosto pela dor.
E das borras de café - todas predestinadas por mim -, as quais nunca pedi que avisassem a você que é capaz de, também, tomar gosto por sofrer.